Na praia, no campo, durante a prática de desporto, ou trabalho ao ar livre estamos sempre expostos à radiação UV. Mesmo quando o tempo está enevoado, continua a haver radiação UV.
Tipos de Exposição ao Sol
1º – Exposição solar ocasional que ocorre ao ar livre, em dias ensolarados, quando vamos de viagem ou realizamos as nossas atividades diárias.
2º – Exposição de recreio, que ocorre quando as pessoas estão a desfrutar de momentos de lazer ou a praticar atividades desportivas ao ar livre.
3º – Exposição ao sol no trabalho, que ocorre em pessoas que trabalham ao ar livre (agricultores, pescadores, salva-vidas, carteiros, pessoal de manutenção, etc.)
4º – Exposição solar intencional com o objetivo de obter uma pele bronzeada.
A exposição moderada ao Sol é benéfica e estimulante para o organismo. No entanto, quando esta é intensa e direta, constitui um importante fator de risco para o cancro de pele, mas também para os olhos e sistema imunitário.
Existem três tipos principais de cancro de pele que estão provavelmente relacionados com a exposição à radiação UV, nomeadamente o carcinoma basocelular (imagem 2), o carcinoma espinocelular (imagem 3) e o melanoma (imagem 4).
Fatores de Risco e Sinais de Alerta
- Nevo displásico (sinais anómalos)
- Muitos sinais comuns (mais de 50)
- Pele clara
- História pessoal de melanoma ou cancro da pele
- História familiar de melanoma
- Sistema imunitário enfraquecido (deprimido)
- Queimaduras solares graves, com feridas ou bolhas
- Radiação UV
Procure alterações de qualquer tipo. Não ignore um sinal suspeito, simplesmente porque não dói. O cancro da pele pode ser indolor, mas perigoso ao mesmo tempo. Se notar um ou mais dos sinais de alerta, consulte um médico imediatamente, de preferência um dermatologista.
Prevenção
A prevenção primária é a melhor forma de evitar o desenvolvimento da doença antes que esta ocorra. No caso do cancro da pele, tal consiste principalmente em limitar a sua exposição aos raios UV.
Os comportamentos de proteção face à excessiva exposição que promovem a prevenção primária recaem em três categorias principais:
Protetor Solar:
- O protetor solar deve conter fator de proteção elevado, adequado ao fototipo de pele e oferecer proteção tanto para raios UVA como UVB.
- O protetor deve ser aplicado meia hora antes da exposição ao sol e a aplicação repetida a cada duas horas.
- Independentemente disso, deve evitar a exposição direta à luz solar entre as 12 e as 16 horas e nos dias de maior índice UV deve alargar o período para entre as 11 e 17 horas.
Sombra:
- Os raios solares atravessam as nuvens em quantidades significativas, isto significa que mesmo nos dias nublados de primavera ou verão a pele pode ficar queimada se não se proteger devidamente.
Vestuário:
- O vestuário proporciona a melhor proteção contra a luz solar intensa.Idealmente as roupas de manga comprida são as que melhor protegem a pele. O tecido deve ser preferencialmente de malha apertada.
- É conveniente usar um chapéu de abas largas e óculos de sol escuros com proteção de UV máxima.
- Os óculos de sol e o chapéu que cubra as orelhas e pescoço devem ser utilizados para proteger a retina e a cabeça, orelhas e pescoço da radiação solar.
Médicos Querem Notificação Obrigatória de Cancros da Pele
Especialistas em cancro de pele defendem a notificação obrigatória de todos os casos de cancro cutâneo, para se conhecer com rigor a sua incidência, que se estima ser de 11 mil novos casos em Portugal em 2014. Além destes, estima-se ainda que surjam este ano mil novos casos de melanoma, a forma mais grave e mais mortal de cancro, e que esteja a aumentar incidência dos vários tipos de cancros de pele em todo o mundo.
Estes valores baseiam-se na extrapolação de dados internacionais e de algumas amostras, já que existe uma “subnotificação em oncologia cutânea”, disse o secretário-geral da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), Osvaldo Correia, defendendo a “obrigatoriedade da notificação automática”.
Fontes: http://www.atlasdasaude.pt/publico/content/exposicao-ao-sol e http://www.ligacontracancro.pt/